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Amazônia, Pará, Brazil
Gestor Ambiental, Técnico em Pesca e Aquicultura, com experiência em pesca artesanal continental, estuarina e litorânea. Trabalhou no Departamento de Ictiologia do Museu Paraense Emílio Goeldi (convênio, FINEP/IBAMA/MPEG/CNPq); no Projeto de Manejo dos Recursos Naturais da Várzea, Sub Projeto Estatística Pesqueira, do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil do Ministério do Meio Ambiente (conv. MMA/FADESP/UFPA); no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM / WWF) e foi colaborador na Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança do Trabalho (FUNDACENTRO-Pará / Mistério do Trabalho e Emprego.). Atualmente é Extensionista Rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará – EMATER.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

SÃO PEDRO, O PESCADOR TALENTOSO.


São Pedro, o primeiro apóstolo de Jesus Cristo e também o primeiro Papa, que era um Pescador talentoso assim como seu irmão Santo André. Também é considerado como o criador da Igreja Católica e protetor das viúvas, mas seus maiores fiéis são os pescadores artesanais.

Os pescadores de Bragança, São Caetano de Odivelas, Vigia de Nazaré e de outros municípios do nordeste paraense, mobilizaram centenas de fiéis em homenagem ao dia de São Pedro com procissão fluvial e terrestre e muitos fogos nas colônias de pesca. Na região Amazônica o dia 29 de junho, ao contrário de outras regiões, é mais esperado e comemorado que o dia 24, o qual se comemora o dia de São João. Em Bragança as homenagens começaram pela manhã e se estenderam até a madrugada do dia seguinte.
Em conversa com alguns pescadores, a festa poderia ser melhor com mais pescadores participando, acontece que muitas colônias estão desacreditadas e inclusive, algumas possuem processos na justiça. O descrédito de alguns presidentes de colônias de pesca no Pará vem afastando muitos devotos da festividade, prejudicando a perpetuação do evento que tem grande importância social, cultural e religiosa para os trabalhadores das águas.
A comemoração surgiu em 1920, com a homenagem dos pescadores a São Pedro, como forma de agradecer e pedir proteção. Alguns Pescadores acreditam que se a procissão não for realizada, o ano seguinte a pesca não será boa.
No dia de São Pedro, todos os Pescadores que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida/pinga àquele que o amarrou em homenagem ao santo.
São Pedro, o Apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi Apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica.

Texto: Nadson Oliveira

segunda-feira, 20 de junho de 2011

EMATER de Bragança promove intercâmbio entre agricultores familiares.

Com o objetivo de trocar experiencia entre agricultores familiares do nordeste paraense, a EMATER PARÁ promoveu no último final de semana o intercambio entre o município de Bragança e Magalhães Barata, comunidade do Arraial e Km 8 da Rod. do Montenegro, respectivamente. O encontro é uma atividade complementar dos trabalhos sociais dos Extensionistas Rurais da empresa e tem o objetivo de impulsionar a troca de experiências entre os produtores assistidos por ambos escritorios locais. Este evento foi realizado  pelos técnicos de Bragança e Magalhães Barata: Conceição, Adriano Fonseca, James Haik e Nadson Oliveira . Também contou com o apoio dos agricultores: Japonês, Francisco, Jose, D. Maria e seus familiares.

O tema principal do intercâmbio foi a produção de Farinha Lavada, produto dos agricultores de Bragança e o Beiju Chica bastante conhceido no Municipio de Magalhães Barata e região (Ilha de Algodoal, Marudá e Igarapé Açu). Onde acontece a troca do Beiju por pescado. Segundo informações dos agricultores da comunidade de Arraial tem pescador que na semana santa não fica sem a iguaria. Exemplo claro disso é o Sr. Chuvisco, pescador artesanal aposentado da ilha de Algodoal.

Beiju é um tipo de bolo feito com a goma da tapioca ou da massa de  mandioca ralada ou d`agua assada no forno da casa de farinha. Esta iguaria é muito consumida na Amazônia, principalmente nos dias santos (corpus christis e semana santa). Nas comunidades rurais é comum também encontrar as variedades conhecidas como Beiju Fino, Beiju Amarelo, Beiju Chica e o tradicional. O Beiju também é conhecido como tapioca.

Texto: Nadson Oliveira
Imagem: Arquivo EMATER PARÁ

quinta-feira, 9 de junho de 2011

CRENDICE MILENAR E ABSURDA AMEAÇA NOSSOS TUBARÕES/CAÇÕES.


As duas denominações citadas podem ser utilizadas para qualquer espécie. Os cações são muitas das vezes, uma forma jovem desses peixes, porém, usualmente chamamos de tubarão as espécies de grande porte, pouco comum em nosso litoral, e de cação aquelas de pequeno porte, cuja ocorrência em nossa costa, ainda podemos dizer que é bastante abundante. A sabedoria popular dos pescadores do litoral Amazônico tem uma outra definição a esse respeito, bem original: "Se a gente o come, é cação, se ele come a gente é tubarão". Apesar do sabor da carne desse peixe não agradar a maioria, mais em algumas regiões do litoral Amazônico, principalmente no Pará, encontramos apreciadores a procura de cações jovens das espécies: cação de areia (mangona), cação sicuri ou sacuri (ponta preta), limão e outros. Com o aumento do comercio de barbatanas para o continente Asiático, motivado por uma crendice milenar e absurda, de que a nadadeira desse espetaculoso animal é afrodisíaca, a captura tem aumentado descontroladamente em nossos mares, de forma predatória. As nadadeiras são exportadas para Hong Kong, Beijing, Taiwan, Singapura e outros países desse continente. A quantidade de apenas 500 gramas de barbatana pode alcançar mais de 250 dólares no mercado internacional. Um par de mandíbulas de tubarão-branco pode ser vendido por até 10 mil dólares. O mais interessante de todo este comércio é que recentemente foi descoberto que as nadadeiras possuem uma alta concentração de mercúrio, que pode causar esterilidade nos homens. A grande quantidade de barbatanas desembarca nos Estados do Pará e Amapá, não condizes com a quantidade de tubarões. É certo afirmar, que depois de capturados, as nadadeiras são retiradas e em seguida o animal é jogado ao mar, agonizando até a morte. Desta forma, este peixe poderá desaparecer das águas Brasileiras, pois, possuem baixa taxa de reprodução, a gestação ocorre depois de 22 meses e a maioria leva de 10 a 15 anos para atingir a maturidade sexual.
No Brasil, 43% das espécies de tubarões estão ameaçadas de extinção. As populações de muitas espécies declinaram até 90% nos últimos 20 anos.
Para maiores informações conheça o projeto PROTUBA ou acesse a página do instituto aqualung.

Texto: Nadson Oliveira (direitos reservados)
Imagem: (blog jovem pan)